por Juliana S. Duarte
Juro que tento me controlar antes de escrever sobre certos assuntos, mas às vezes não dá mesmo. Eu sei, política e religião são assuntos que dão a volta ao mundo e acabam parando no mesmo lugar, mas antes que todos se conformem com religiosos "fora da lei", escondendo crimes dentro da batina como os políticos escondem dinheiro dentro da cueca, continuo sem mascarar a minha opinião.
Antes de tudo quero deixar claro que, embora afastadérrima da igreja e adepta de algumas crenças que não condizem com as do Papa, sou católica batizada, crismada e até já quis ser coroinha! Não quero subestimar nenhuma religião e respeito todo tipo de credo, mas tem certas que coisas que... Tenha dó!
Não vou contestar o tratamento de Rei que o Sumo Pontífice leva, afinal todos sabem que o Vaticano é hoje a empresa mais rica do mundo, ganhando inclusive da Microsoft. E demais a mais, cada um sabe o que coloca na cestinha durante a missa.
O fato inaceitável é que a fé não só move montanhas, como cega fiéis. Qualquer pessoa, e nem precisa entender muito de religião, sabe que os padres hoje tem esposas, filhos e levam uma vida tão normal quanto, se não até mais que a de um pecador. Mas até aí, nada de anormal. Padre nenhum vai esquecer como rezar uma missa por ter dado umas "escapulidas". E como tudo hoje funciona assim, ele joga nas mãos de Deus, que nada tem a ver com o descompromisso de uma promessa cristã por excesso de testosterona, e tá tudo certo: dois Pai Nosso, três Ave Maria e o perdão desce dos céus diretamente para o coração do sacertode, que passa o resto da vida orando pra que ninguém descubra sua "traição", e seu emprego vá por água a baixo. Ou melhor, altar acima!
Padre pai de família, surfista, jogador de futebol, cantor, humorista... Padre tatuado, correndo na praia, jogando frescobol, nada disso me incomoda. O que me deixa soltando fogo são essas leis da igreja, que acabam distorcendo as nossas.
Quando um padre comete um pecado, ninguém tem o direito de interferir na sua punição. Tem padre ladrão, padre bígamo, estuprador, pedófilo e até assassino deve ter. Mas deixa, Deus deve saber o que faz com ele, se não souber, o bispo sabe. Alias, o bispo sabe tudo. Sou fã do bispo! Sou fã da igreja católica que de tão moderna usa iPod para vender a bíblia e transmite missa ao vivo pela internet, mas não é capaz de rever seus conceitos quando se trata da vida de uma criança. Estuprar e engravidar (de gêmeos!) uma garota de nove anos acontece, tem perdão. Então, salvar a vida de um inocente é crime? Excomunhão neles!
Depois desse tipo de episódio, eu fico imaginando quantos crimes são abafados pela igreja. Quantas mães carolas esquecem a felicidade de seus filhos,acreditando que o perdão é o melhor remédio, inclusive para o assédio sexual. Quantos casos de incesto são perdoados por um padre qualquer, pela chamada "justiça divina", esquecendo as leis do homem.
Fazer o sinal da cruz é fácil, levar uma vida inteira estudando e se dedicando aos ensinamentos bíblicos também não é a coisa mais difícil do mundo. Complicado mesmo vai ser contornar os traumas daquela criança, encontrar uma maneira de liberar seu psicológico do fato, e fazer com que ela tenha uma vida normal. Milagre é ser mãe, peitar a pressão de uma igreja maluca, como se não bastasse manter o equilíbrio, passar noites sem dormir, segurando lágrimas e imaginando um futuro conturbado que esta batendo na porta, escondido atrás de todos aqueles repórteres de revistas, jornais, rádios...
Tratamentos psicológicos, terapias, fobias... Uma vida inteira comprometida por um ato de covardia. Mas o bispo não tem filho (eu acho!) e, certamente, quando aquela criança estiver crescendo e passando por tudo isso, ele vai estar tão ocupado excomungando mães e médicos que lutam pela vida, e perdoando criminosos, que nem vai lembrar de um problema que não lhe diz respeito.
sexta-feira, 27 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
É só o começo!
Quem faz Jornalismo, pretende fazer, ou até já é formado, sabe das dificuldades de ingressar na área. E fazer isso sem perder a autenticidade e as características pessoais então, é quase impossível. Se fizer um texto, por melhor que seja, ou vai ficar muito grande, ou a edição vai mudar a sua maneira de escrever. Se for fazer uma matéria para TV, certamente não vai poder falar o que pensa. E assim vai indo, o mundo acontecendo e você sem poder dar a noticia com o seu "toque" pessoal. E foi assim que surgiu o DISPARADO! Quando duas estudantes de Jornalismo, um pouco de amizade se encontraram (a mais ou menos uns 12 anos atrás...) e a nossa querida internet colaborou com a invenção dos blogs, surgiu a idéia de criar um espaço para colocar o nosso material, da nossa maneira. Depois de muito pensar e pensar, o nome apareceu em um dos mais de 50 e-mails que trocamos por dia.
Então, é aqui que vocês vão poder conhecer um pouco mais sobre a nossa visão do mundo, ler entrevistas inéditas, e até acompanhar um pouco da nossa jornada nesse mundinho difícil e delicioso que é o Jornalismo.
Entrem, leiam, divirtam-se e fiquem a vontade. Afinal, esse vai ser, DISPARADO, o melhor blog!
Então, é aqui que vocês vão poder conhecer um pouco mais sobre a nossa visão do mundo, ler entrevistas inéditas, e até acompanhar um pouco da nossa jornada nesse mundinho difícil e delicioso que é o Jornalismo.
Entrem, leiam, divirtam-se e fiquem a vontade. Afinal, esse vai ser, DISPARADO, o melhor blog!
Assinar:
Comentários (Atom)